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Abertura do Mercado Livre pode reduzir conta de luz em até 26,5%

A abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores de baixa tensão, prevista para dezembro de 2027 na Medida Provisória (MP) 1.300/2025, poderá gerar reduções de até 26,5% na conta de luz dos consumidores brasileiros, dependendo da região e da distribuidora.

Os dados fazem parte de uma análise da consultoria Volt Robotics, que estima um impacto potencial sobre 58,4 milhões de pessoas, com uma economia anual de R$ 7,6 bilhões.

O maior impacto percentual é projetado para o Distrito Federal, onde a redução média na conta de luz pode chegar aos 26,5%. Já as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste devem concentrar os maiores percentuais médios de economia, com projeções de 15,2%, 12,9% e 12,6%, respectivamente.

No Norte e Nordeste, os efeitos também são considerados relevantes, mas menores: a redução média estimada é de 9,8% no Norte e 9% no Nordeste.

Além dos percentuais de desconto nas tarifas, o levantamento também projeta o impacto financeiro agregado por região, considerando o volume de recursos que deixariam de ser pagos às distribuidoras e passariam a circular nas economias locais.

O Sudeste lidera o potencial de economia total, com R$ 2,7 bilhões ao ano, seguido pelo Nordeste (R$ 1,8 bilhão), Sul (R$ 1,4 bilhão), Centro-Oeste (R$ 1,1 bilhão) e Norte (R$ 370 milhões).A expectativa agora é de que o projeto avance no Congresso, com a definição de regras e prazos para garantir a implementação da medida até o final de 2027.

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Geração compartilhada de energia solar: o que é?

O que é geração compartilhada?

Trata-se de uma modalidade da GD (geração distribuída), criada em 2015 pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) através da REN 687 (Resolução Normativa 687/2015), que viabiliza o compartilhamento de energia de mini e microgeração entre consumidores que estejam na mesma área de concessão.

Este modelo de geração é alvo de interesse de muitos consumidores com o objetivo de investir na autoprodução de energia elétrica utilizando fontes de energia alternativas, justamente pelo fator econômico e sustentável para pessoas físicas e jurídicas.
Como posso utilizar a energia compartilhada?

A energia compartilhada pode ser utilizada por um grupo de pessoas físicas ou jurídicas (CPF ou CNPJ) por meio de consórcio ou cooperativa em locais atendidos pela mesma rede distribuidora de energia.
Exigências

– Reunião de dois ou mais consumidores
– Pessoa física ou jurídica
– Dentro da mesma área de concessão ou permissão
– Por meio de consórcio ou cooperativa
– Possuir unidade consumidora com micro ou minigeração distribuída
– Local de geração diferente de onde a energia excedente será compensada

Vantagens

A geração compartilhada oferece praticidade e soluções que não se encontram em estado adequado para a instalação. Além disso, confira abaixo outras vantagens que a modalidade apresenta:

Segurança

Os equipamentos utilizados possuem alta durabilidade e maior vantagem econômica, não apresentando surpresas no valor gasto no consumo.

Economia

A energia por geração compartilhada garante um retorno financeiro, sendo pago com o tempo determinado pelo próprio sistema de energia.

Ou seja, durante sua vida útil, geralmente de 25 anos, é possível uma economia tão alta, que o valor de aquisição é quitado antes que seja necessária a instalação de um novo sistema.

Redução de perdas

Torna-se possível um sistema de créditos energéticos com a concessionária local, isto é, existe uma relação entre o consumidor e a empresa que contribui para que os custos dos materiais e mão de obra sejam compartilhados. Deste modo, as despesas são distribuídas.

Diminuição dos impactos ambientais

A preservação do meio ambiente é uma consequência deste modelo de GD. A produção de energia é ecologicamente correta, de forma limpa e inesgotável, incentivando a sustentabilidade.

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