Energia Solar

Projeto de uso de energia fotovoltaica na agricultura avança em MG

A EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) concluiu outra etapa do projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D 671) que analisará a produção simultânea de alimentos e energia elétrica. O projeto utilizará unidades-piloto com plantios agrícolas sob painéis fotovoltaicos.

A iniciativa conta com a parceria da CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) e com o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações).

Estudos de viabilidade definiram quais seriam as culturas trabalhadas sendo elas melão, morango, feijão e alface. A execução do projeto será no Campo Experimental Mocambinho em Jaíba, no norte de Minas Gerais.

Além disso, pastagens para bovinos também serão trabalhadas no Campo Experimental Santa Rita em Prudente de Morais.

A duração do projeto será de 30 meses, e vai contar com avaliações sobre produtividade, tempo de ciclo de cada plantio, presença de pragas, eficiência do uso da água e qualidade dos alimentos.

De acordo com a equipe responsável, farão a análise com base em quatro módulos de 300 m² a 400 m² para cada cultura. Os testes serão realizados tanto com placas mono quanto bifaciais em sistemas fixos e tracker.

“Escolhemos essas culturas por terem ciclos de produção mais rápidos, que se encaixam ao nosso cronograma, e também por serem representativas das regiões onde os experimentos serão conduzidos”, explicou Pollyana Mara de Oliveira, coordenadora do projeto e pesquisadora da EPAMIG.

“Vamos comparar os índices de produção vegetal e animal de sistemas agrivoltaicos com aqueles de cultivos tradicionais, sem as placas fotovoltaicas, para avaliarmos com precisão os resultados dessa prática inovadora”, acrescentou Pollyana.

Para o início do projeto ainda é necessário finalizar a aquisição das placas fotovoltaicas, sementes, adubo e demais materiais para as instalações.

De acordo com Pollyana, a previsão é que concluam os cálculos estruturais ainda neste mês e em maio comecem a execução.

Tanto para as instalações quanto para definições técnicas, há a consultoria da organização alemã Fraunhofer-Gesellschaft, além do financiamento vindo de um segundo projeto de pesquisa junto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e à Fundação de Amparo à Pesquisa do estado.
Energia Sustentável em MG

Segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Minas Gerais é o estado com a maior quantidade de potência de energia fotovoltaica com 3,5 GW em 853 municípios .

“Estamos entrando em um mundo novo relacionado à produção de energia e é muito gratificante para a Epamig estar envolvida em um projeto como este, que vai trazer soluções diversificadas para os produtores rurais”, disse Trazilbo de Paula, diretor de Operações Técnicas.

“Além de evitar a desertificação de áreas cultiváveis, acreditamos que os resultados vão oferecer a possibilidade de implantação de culturas que estejam sofrendo com o aumento gradativo da temperatura global, pois as placas fotovoltaicas diminuem a temperatura nos sistemas e geram uma maior retenção da água no solo”, completou.

O projeto prevê análises energéticas para compreender como o microclima gerado pela evapotranspiração do plantio afeta a geração de energia fotovoltaica. Além disso, haverá uma análise sobre a viabilidade econômica da instalação desses sistemas em propriedades rurais.

Pollyana ainda afirma que o projeto visa desenvolver um modelo economicamente viável para que os produtores tenham uma alternativa de geração de renda.

“É um projeto com grande impacto ambiental e social, pois ele vai criar protocolos para que o produtor não precise trocar a atividade agrícola pela produção de energia fotovoltaica, podendo conciliar ambas. Esperamos que Minas Gerais se torne um espelho para o restante do Brasil no que concerne à produção de energia agrivoltaica”, concluiu.

Donorvan Fagundes, gerente de PDI, Inovação e Transformação da CEMIG destacou a importância da conclusão desta etapa, e como influenciará ao longo do projeto.

“O projeto está em um momento fundamental de pesquisa, principalmente quando nos referimos às adaptações das culturas nos respectivos ecossistemas. A forma como os equipamentos deverão ser instalados, de maneira que possamos vincular a melhor produtividade com a maior geração de energia possível, é o desafio que teremos nos próximos meses”, finalizou.

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Setor solar no Brasil: retrospectiva de 2023 e projeções para 2024

Ao longo de 2023, foram inúmeros os acontecimentos no setor solar, em especial no segmento de GD (geração distribuída). Nos primeiros dias de janeiro, passamos pelo marco instituído pela Lei 14.300 como data para o fim da concessão dos direitos às novas conexões como GD I e, consequentemente, início do enquadramento dos novos pedidos de conexão em GD II e GD III.

De forma simplificada, a tarifa compensável (parcela da tarifa total de energia elétrica que pode ser contabilizada como crédito de energia) passaria a não considerar certos componentes da tarifa total.

Segundo Marco Conte, consultor de Inteligência de Mercado da Greener, a TUSD (tarifa do uso do sistema de distribuição) Fio B, que remunera a concessionária local pela infraestrutura da rede, ficou muito mais conhecida pelo mercado por conta dessa mudança nas regras de compensação.

“Houve grande incerteza nos meses seguintes sobre o futuro da GD, que se transformou em impacto direto nas vendas do primeiro semestre de 2023. O resultado foi uma queda no número total de vendas da ordem de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme indicado na edição mais recente do Estudo Estratégico de Geração Distribuída da Greener, publicada em setembro”, apontou.

Além desse fator, os profissionais tiveram dificuldades com relação ao financiamento dos projetos fotovoltaicos, em função das taxas de juros elevadas e a complexidade no processo de aprovação do crédito.

Sem contar a questão da inversão de fluxo, que também causou receio no mercado, já que as distribuidoras, principalmente nos estados como São Paulo e Minas Gerais, começaram a emitir o orçamento de conexão com imposição de limitação de injeção de energia.

Por outro lado, o tempo de payback dos empreendimentos fotovoltaicos caiu após a Lei 14.300, bem como os custos dos sistemas que apresentaram, no 1º semestre de 2023, uma redução de 17% em junho em relação a janeiro.

Para se ter uma ideia, o preço médio para a instalação de usinas residenciais atingiu, no terceiro trimestre, R$/Wp 3,17 – o menor índice desde o início do Radar da Solfácil, em 2022.

O ano de 2023 para o mercado fotovoltaico foi, sem dúvida, desafiador. Confira, abaixo, uma seleção realizada pelo Canal Solar com os fatos e acontecimentos que marcaram o segmento no país.
Condições macroeconômicas

O cenário macroeconômico brasileiro, em geral, apresentou obstáculos adicionais. A taxa básica de juros da economia (taxa Selic) esteve fixada desde agosto de 2022 e por todo o primeiro semestre de 2023 em 13,75% a.a.
Em agosto de 2023, o país teve uma redução de 0,5 p.p., a primeira redução desde 2020, e mais duas posteriormente, fazendo com que, na data de escrita deste texto (01/12), ela esteja fixada em 12,25% a.a.

“Taxas de juros elevadas significam um maior custo do dinheiro, ou seja, o custo de um financiamento para aquisição de um sistema fotovoltaico é maior”, explicou Conte.

Luiz Scagnolato, CEO da TenBrasil, acrescentou que o ano justamente começou com essa incerteza política, acarretado pela questão da redução de compras das próprias indústrias que iriam fazer investimento em projetos maiores e deram uma travada nos aportes, muitas vezes devido aos juros que estavam altos – situação que vem ocorrendo desde 2022.

“Após o default das Americanas, também acabou piorando um pouco mais a questão do spread que os bancos cobravam sobre as transações de empréstimos, bem como uma significativa redução na aprovação de clientes para fazer financiamentos. Tais fatores foram um dos maiores impactos já no começo do ano”, destacou.

Adicionalmente ao maior custo de capital, alinha-se um cenário de inadimplência elevada em 2023. De acordo com um levantamento da Serasa, o total de brasileiros inadimplentes em outubro beirava os 72 milhões de pessoas, sendo este o maior número já divulgado pela empresa.

Na visão do consultor da Greener, esse efeito de juros elevados e alta inadimplência representam riscos expressivos às instituições financeiras que oferecem empréstimos e financiamentos. “A consequência disso é um aumento nos critérios de avaliação e maior rigor na análise por parte dessas instituições para que haja a aprovação do crédito para estes consumidores finais”.

Apesar de todo este cenário, o estudo estratégico de GD da Greener indicou que os preços dos sistemas fotovoltaicos estão no menor valor de toda a série histórica mapeada.

“Um sistema residencial típico de 4 kWp, no início do mapeamento da Greener em junho de 2016, custava cerca de R$ 35.000 (R$ 8,77/Wp) e seguiu uma tendência de queda que levou o preço em junho de 2022 a, aproximadamente, R$ 19.500 (R$4,88/Wp). Já no levantamento mais recente, referente a junho de 2023, foi percebida uma queda de quase 25%, passando este sistema a custar por volta de R$ 14.700 (R$ 3,68/Wp)”, exemplificou o especialista.

No entanto, Marco Conte pontuou que o país teve um cenário bastante desafiador para a GD, do ponto de vista regulatório e comercial. “Por outro lado, estamos no momento mais atrativo dos últimos anos em relação ao custo dos equipamentos”.

“A conclusão de todo este raciocínio é que havendo uma melhora nos aspectos macroeconômicos, ressalvados certos aspectos regulatórios – mais especificamente como será a calculada a tarifa compensável a partir de 2029 ou 2031, em função de quando foi protocolado o pedido de orçamento de conexão enquadrado em GD II – que ainda estão em aberto, haverá um potencial destravamento de valor para que o financiamento volte a ser protagonista no setor e, consequentemente, mais consumidores possam ter acesso a um sistema solar fotovoltaico”, concluiu.
Inversão de fluxo

Outro fator que impactou o setor ao longo do ano foi a questão da inversão de fluxo na rede da concessionária, que ocorre quando a quantidade de energia elétrica injetada, proveniente da geração distribuída, é maior do que a demanda dos consumidores conectados nessa mesma rede, podendo ocasionar superação dos limites operacionais da rede.

Neste ano, distribuidoras localizadas em São Paulo e Minas Gerais começaram a emitir o orçamento de conexão com imposição de limitação de injeção de energia, sob a alegação de que essa prática seria necessária para contornar os problemas que podem ser ocasionados pela inversão de fluxo de potência.

Em quase todo o estado de MG, por exemplo, vários integradores tiveram as solicitações dos projetos fotovoltaicos de seus clientes suspensas por um prazo indeterminado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) sob a alegação de que havia “saturação de rede”.

A denúncia de que a Cemig está praticando concorrência desleal a empreendimentos do setor de energia solar foi o principal assunto da audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que ocorreu em agosto.

Já em setembro, os integradores se reuniram em frente à sede da Companhia, em Belo Horizonte (MG), para manifestar contra as dificuldades que estavam enfrentando ao tentarem conectarem as usinas em unidades consumidoras atendidas pela concessionária.

Diante desse cenário, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se comprometeu a apurar os supostos casos de concorrência desleal e os eventuais obstáculos impostos pela Cemig para os projetos de microgeração de energia.

A promessa foi feita durante um encontro do executivo, que ocorreu em outubro, com representantes do INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa) e do MSL (Movimento Solar Livre). As duas associações entregaram ao governador três documentos técnicos que apontam a necessidade de fiscalização de atos administrativos em processos de GD (geração distribuída).

A Cemig demorou quase um mês, mas, enfim, respondeu o documento encaminhado no dia 18 de outubro, que buscava uma solução para o fim das reprovações de projetos fotovoltaicos no estado.

Contudo, apesar dos apelos do setor, a distribuidora negou qualquer possibilidade de acordo e as reprovações aos projetos ainda se baseiam em inversão de fluxo e injeção “noturna”.

Em todo o estado, houveram relatos de integradores com projetos de menos de 5 kWp sendo reprovados pela concessionária – que continuará se apegando ao Art. 73 da Resolução 1.059 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que, em fevereiro deste ano, regulamentou a Lei 14.300 no Brasil.

“A única opção viável e de menor custo global é a injeção em horário pré-estabelecido. Por tanto, a injeção de potência de sua microgeração no sistema elétrico deverá ser restrita ao horário das 19:00h às 5:00h (em todos os dias)”, afirmou a Cemig.

Instabilidade de preços em equipamentos fotovoltaicos

Além da inversão de fluxo, a instabilidade de preços na China afetou e muito o mercado. Tal fator causou perdas acentuadas para todos os distribuidores importadores que tinham estoque.

“Os preços caíram muito rápido no país, fazendo com que o equipamento não fosse vendido na mesma velocidade com que estava chegando da China. Consequentemente, os distribuidores tiveram que vender produtos com margem negativa”, comentou o CEO da TenBrasil.

“Ademais, tivemos um aumento significativo no roubo de cargas, que está causando muitos problemas com a questão de escoamento de mercadorias, pois as próprias transportadoras não querem mais transportar os módulos. Primeiro porque a avaria é muito grande pela questão de infraestrutura das estradas, local de entrega. Segundo pela questão de próprio roubo de carga, seja contêiner fechado ou cargas fracionadas”, explicou.

Para Mário Viana, diretor comercial e de marketing da Sou Energy, o ano de 2023 também foi muito desafiador para o mercado de energia solar no Brasil. “A quase totalidade dos integradores relataram quedas expressivas nas vendas. Por consequência, os distribuidores também sofreram em efeito cascata. A dor dos maiores distribuidores foi enorme, pois iniciaram o ano muito estocados”.

“Os valores de compra, negociados no final de 2022, vieram caindo ao longo de 2023 devido às diversas variáveis do mercado chinês. Essas quedas chegaram a mais de 40% e isso fez derreter o ativo em estoque dos distribuidores, que passaram a vender seus geradores abaixo do custo para poder girar seus estoques”, afirmou.

De acordo com ele, alguns distribuidores perderam esse ano todo o lucro conquistado nos últimos dois anos. “Foi necessário o uso de muita engenharia financeira para aguentar o tranco. Apenas os distribuidores mais sólidos e organizados conseguirão terminar o ano com apetite de realizar novos investimentos para 2024”.

“Apesar de um ano tão difícil, aqui na Sou Energy conseguimos realizar novos investimentos em nossa operação fabril e inaugurar a nossa própria fábrica de estruturas, mostrando ao mercado o nosso compromisso de longo prazo com esse segmento”, enfatizou.

Conforme Viana, no segundo semestre o setor começou a reagir e isso movimentou o estoque de produtos no país, permitindo novas compras e aplicações e custos médios de aquisição.

“O baixo custo de equipamentos passou a viabilizar diversos projetos em GD II, aquecendo o mercado de minigeração, pois o CAPEX por watt instalado está o mais baixo da história”, indicou.
Energia solar no Minha Casa Minha Vida

Uma questão que marcou 2023 e que também não podemos deixar de lado é o programa MCMV (Minha Casa Minha Vida), que virou lei e terá energia solar sem a compra de excedentes.

A Lei 14.620/2023, que dispõe sobre a retomada do programa, foi sancionada em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada no DOU (Diário Oficial da União).

A norma permitiu que o excedente de energia gerado nas residências do MCMV seja comercializado com órgãos públicos – desde que o morador seja beneficiário de algum programa social ou habitacional das esferas federal, estadual ou municipal.

O que ficou de fora foi a regra que obrigava as distribuidoras a comprar os excedentes de energia gerados nos painéis solares dos condôminos do Minha Casa Minha Vida.

O INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa e Sustentável) comemorou a sanção presidencial da energia solar no MCMV, principalmente o desconto de 50% em relação ao valor mínimo faturável para os beneficiários que estejam no CadÚnico e integrem o sistema de compensação.

Isso abrirá, no entendimento de Tássio Barboza, vice-secretário de Energia Solar do INEL e mestre em energia solar, novos horizontes para que os mais pobres possam usufruir da energia fotovoltaica em seus telhados.
Perspectivas para 2024

Com relação às perspectivas para 2024, Mário Viana está otimista, pois há a tendência de queda da taxa básica de juros. “O susto da mudança de governo já passou e os bancos estão começando voltar a dar crédito para o consumidor final. Penso que 2024 será o melhor ano da solar no Brasil, pois o mercado está mais profissionalizado e mais enxuto agora”, destacou.

“Espera-se que os juros baixem. O Copom já vem baixando os juros pouco a pouco. No caso, temos que analisar muito bem a questão da dívida pública, porque ela pode fazer com que o Banco Central não corte os juros na velocidade que precisamos para o mercado de varejo voltar a ser grande”, acrescentou Luiz Scagnolato.

“Entretanto, temos uma boa expectativa para o ano que vem com muitas usinas de investimento sendo construídas. Há ainda muitos projetos que o pessoal está correndo contra o tempo por causa da própria data de homologação, contratos de CUSD (Contrato do Uso do Sistema de Distribuição) já assinados. Então, vemos que até a metade de 2024 haverá ainda projetos na GD 1 que vão alimentar esse volume de vendas”, frisou.

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Novembro foi o mês com maior consumo médio de energia elétrica em 2023

As altas temperaturas registradas em novembro impulsionaram o uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado por todo o país e aumentaram o consumo brasileiro de energia elétrica em 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Segundo dados do Boletim InfoMercado Quinzenal, da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), foram 72.261 MW médios registrados no período. Em 2023, nenhum outro mês do ano tanto consumo por energia elétrica.

O aumento foi mais significativo no mercado regulado, no qual as residências e as pequenas empresas contratam eletricidade diretamente das distribuidoras. O segmento apresentou crescimento de 15,2% no comparativo anual.

A indústria e grandes empresas que estão no mercado livre apresentaram um avanço de 5,2%, influenciado tanto pelo calor quanto pela boa performance de setores como serviços e comércio.
Consumo de energia elétrica por ramo de atividade econômica

As maiores altas de novembro, na comparação com o mesmo período de 2022, foram observadas pela CCEE nos setores de serviços (16,2%) e comércio (14,1%).

“São ramos que, além do impacto da temperatura, com a necessidade de um uso mais intenso de equipamentos de refrigeração em shoppings, hotéis e supermercados, também usaram mais energia para garantir estoque para as festas de fim de ano. Apenas a indústria química e a fabricação de veículos tiveram carga menor, desafiados pelo mercado internacional”, destaca a CCEE.

Segundo o órgão, todos os estados do Brasil apresentaram alta no consumo de eletricidade em novembro, frente a igual período do ano passado. Destaque para o Espírito Santo (28,4%), Mato Grosso (28%), Maranhão (22,9%), Acre (19,3%) e Rio de Janeiro (19,2%).
Geração de energia

As hidrelétricas tiveram um dos melhores desempenhos do ano, entregando mais de 51.000 MW médios para o SIN (Sistema Interligado Nacional), avanço de 2,6% no comparativo anual.

As eólicas e solares também bateram recorde de geração no ano, produzindo, juntas, mais de 14.500 MW médios, complementando a oferta de energia no país.

As usinas eólicas foram responsáveis pela produção de 11.372 MW médios em 2023, um aumento de 35,8% em relação aos 8.374 MW médios do mesmo período do ano anterior.

A produção de energia solar, por sua vez, registrou uma expansão de quase 90% na comparação entre os dois períodos: 1.656 MW médios em 2022 contra 3.134 MW médios em 2023.

Já as usinas térmicas aumentaram a sua participação em 23,5%, puxadas pela maior representatividade das usinas a biomassa, que usam a cana-de-açúcar como principal matéria-prima.

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Feliz Natal!

Neste Natal, queremos expressar nossa sincera gratidão pela confiança e parceria ao longo deste ano. A cada cliente que nos escolheu, queremos agradecer por fazer parte da nossa jornada.

Seu apoio é a base do nosso sucesso, e estamos verdadeiramente honrados por tê-lo como cliente.

Agradecemos por escolher nossa empresa e desejamos a você e à sua família um Natal abençoado e um próspero Ano Novo. Estamos ansiosos para continuar a servi-lo com dedicação e excelência. Feliz Natal!

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Boletim InfoLink: preços dos módulos fotovoltaicos se estabilizam

Esta semana, os preços dos módulos estabilizaram temporariamente, segundo levantamento da Infolink Consulting. Para módulos monofaciais PERC de 182 mm, os preços se fixaram em RMB 0,9-1,03/W, se aproximando de RMB 0,92-0,93/W para novos pedidos.

Alguns fabricantes de módulos têm preços abaixo de RMB 0,9/W ou até mesmo RMB 0,85/W na mesa. Para módulos monofaciais PERC de 210 mm, os preços ficaram entre RMB 1,03-1,1/W, atingindo RMB 0,95-1/W para novos pedidos.

De acordo com a consultoria, a diferença de preço entre módulos de 182 mm e 210 mm gradualmente se estreitará após a conclusão dos pedidos e diminuirá lentamente no futuro.

Os preços de módulos TOPCon variaram de RMB 0,9/W a RMB 1,18/W. Os pedidos anteriores foram entregues a RMB 1,08-1,18/W esta semana.

Os fabricantes de módulos começaram a receber pedidos a RMB 0,98-1,05/W, potencialmente RMB 0,97-0,98/W. As negociações para os pedidos do próximo ano têm visto cotações de preços de RMB 0,9/W, mesmo RMB 0,88/W.

Já os preços dos painéis HJT permaneceram estagnados devido a preocupações com custos e ao mercado ainda em desenvolvimento. Os preços atualmente variam de RMB 1,25/W a RMB 1,35/W na China, enquanto se mantêm estáveis em USD 0,160-0,170/W nos mercados fora da China.
Preços das células apresentam leve queda

Os preços das células tipo P continuaram a cair esta semana, caindo 4-5% em relação à semana passada. Os preços de negociação das células M10 caíram na faixa de preço baixo da semana passada, principalmente em RMB 0,38/W. As células G12 foram negociadas a RMB 0,43/W após contínuas reduções de preços.

Para células M10 tipo N, os preços convencionais caíram ligeiramente para RMB 0,48-0,49/W esta semana. As células G12 HJT, principalmente para uso interno e menos para vendas externas, tiveram preços de 0,65-0,7 RMB/W para células de alta eficiência.

Devido ao declínio contínuo na demanda por produtos PERC 182 mm, a diferença de preço entre as células do tipo n e do tipo p aumentou, atingindo RMB 0,1/W.

Segundo a Infolink, na quarta-feira (13) a célula M10 estava sendo cotada em RMB 0,45/W. Ainda de acordo com a consultoria, com a queda dos preços dos wafers, os preços das células M10 TOPCon podem cair ainda mais na próxima semana.

Sobre estoque, a Infolink informou que os níveis de estoque variam entre os diferentes fabricantes de células. Alguns observaram um aumento lento no estoque, principalmente de céulas PERC, enquanto alguns mantiveram os níveis de estoque dentro de uma semana de produção devido a cortes drásticos na produção.

Devido à baixa lucratividade, a maioria dos fabricantes reduziu a produção de células PERC de 182 mm. Outros fabricantes modificam as linhas de produção para células retangulares de 183,75 mm, para as quais acreditam que a demanda do mercado permanece. Vários fabricantes fecharam linhas de produção obsoletas de PERC para evitar perdas de caixa.

“A falta de lucratividade em todo o setor leva os fabricantes a apresentarem estratégias e decisões variadas. Alguns reduziram ou encerraram a produção, enquanto outros utilizam as suas reservas de dinheiro para sustentar a produção e competir pela quota de mercado”, avaliou a Infolink.

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Conta de luz deverá ter aumento médio acima da inflação em 2024

A conta de luz dos consumidores brasileiros deverá ficar mais cara a partir do ano que vem, com um aumento médio em todo o país de 6,58% e podendo chegar a 10,41%, segundo previsão da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia).

Trata-se de uma elevação que, se confirmada, ficará acima da inflação prevista para este ano, que é de 4,53%, e também do ano de 2024, de 3,91%, segundo projeções do Banco Central.

Os cálculos levaram em consideração os custos das distribuidoras com encargos. As maiores elevações no valor da tarifa de energia elétrica deverão afetar os moradores que vivem sob a área de concessão das distribuidoras Equatorial Goiás e Alagoas; além da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).

Na concessionária goiana, a elevação pode passar dos 20% em 2024, enquanto que em Minas Gerais e Alagoas, os reajustes podem superar a barreira dos 15% e dos 10% de aumento, respectivamente.

Atualmente, os consumidores brasileiros são os que sentem o maior peso da conta de luz em seus orçamentos na comparação com outros 33 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo a Abrace.

Isso quer dizer que, considerando o PIB per capita, o impacto do gasto com energia pesa mais para os brasileiros do que para os consumidores de outros países, como Estados Unidos, Espanha e Canadá. Em geral, um quarto do que uma família gasta por mês no Brasil é com energia.

Além do Brasil, completam a lista dos dez países em que a conta de luz mais atrapalha a vida dos consumidores: a República Tcheca; a Grécia; a Espanha; a Costa Rica; a Itália; o Chile; a Letônia; a Eslováquia e Portugal.

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Três em cada quatro indústrias do país têm interesse em energia solar

A energia solar é a fonte renovável que desperta o maior interesse dos empresários brasileiros que atuam no segmento das indústrias. É o que mostra uma pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta sexta-feira (24).

De acordo com o estudo, 75% dos entrevistados disseram ter muito ou algum interesse em adotar esse tipo de fonte energética. Em segundo lugar, aparece o hidrogênio verde ou de baixo carbono, com 19% e, em terceiro, a eólica, com 13%.

O levantamento mostra também que 53% das indústrias já têm projetos ou ações voltadas para o uso de fontes renováveis. Nestas empresas, a fonte solar é a que concentra o maior foco de iniciativas (91% das companhias). Biomassa (5%), eólica (3%) e hidrogênio de baixo carbono (1%) respondem pelas demais fontes estudadas.

“O Brasil se encontra na vanguarda da transição energética, com elevada participação de fontes renováveis na matriz energética, e segue em uma trajetória sustentável, ampliando e diversificando, cada vez mais, o uso dessas fontes limpas e renováveis”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

A pesquisa ouviu 1.004 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande portes em todos os estados do Brasil. O levantamento foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem, da FSB Holding, entre os dias 3 e 20 de novembro.
Financiamento e tecnologias verdes

De acordo com o estudo da CNI, a necessidade de expansão do número de indústrias que conseguem acessar formas de financiamento para iniciativas sustentáveis é uma das necessidades apontadas pelo setor privado para impulsionar uma economia de baixo carbono, assim como a disseminação de tecnologias verdes.

Do total de entrevistados, 67% demonstraram interesse em acessar linhas de crédito com esse objetivo, mas nem todos concretizaram essa intenção. Apenas 16% buscaram algum incentivo de crédito público para projetos sustentáveis e 6% conseguiram.

O crédito privado se mostrou mais acessível na pesquisa aos empresários: 24% buscaram e 15% conseguiram. Para 62%, o acesso ao financiamento para ações em sustentabilidade é considerado difícil ou muito difícil.
A dificuldade de crédito ou financiamento, inclusive, aparece como a terceira principal barreira para implantar ações de sustentabilidade (apontada por 22%), atrás apenas da falta de incentivo do governo (51%) e falta de cultura de sustentabilidade no mercado consumidor (39%).

Quanto à adoção de novas tecnologias para impulsionar a produção sustentável nas fábricas, 75% têm interesse em linhas de crédito para novas tecnologias verdes. Outros 66% disseram precisar de novas tecnologias de baixo carbono e 59% têm interesse em modernização de maquinário para atingir metas de descarbonização.

Também nesse ponto, a atuação do poder público é considerada insuficiente: 88% acreditam que há falta de incentivo tributário para fazer esse tipo de mudança.
Mercado de carbono

Além dessas medidas, a criação de um mercado regulado de carbono é apontada pelos entrevistados como um avanço necessário na agenda sustentável.

Para 78% dos empresários, a lei que regulamenta a iniciativa, em discussão na Câmara dos Deputados, é considerada importante ou muito importante.

“O mercado regulado de carbono que contemple, por exemplo, a participação da indústria na governança e não considere sanções e penalidade desproporcional, vai contribuir para que o país atinja as metas climáticas”, disse Muniz.

Para ele, a iniciativa precisa ser entendida como uma medida complementar a outras agendas verdes, como a “expansão das energias renováveis, o fortalecimento da política nacional de biocombustíveis e, principalmente, a redução do desmatamento ilegal”, complementou.

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Congresso Brasileiro de GD movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios

A 8ª edição do CBGD (Congresso Brasileiro de Geração Distribuída), que aconteceu em Belo Horizonte (MG) na última semana, reuniu diversos players do mercado e movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios, segundo dados do Grupo FRG Mídias & Eventos, empresa organizadora do evento.

Tiago Fraga, CEO da empresa, explica que o encontro contou com uma série de novidades em relação às fontes renováveis, com destaque para a GD (geração distribuída), armazenamento da energia e a produção de hidrogênio renovável.

“O evento foi construído em 2016, quando ainda estávamos iniciando no setor. De lá para cá, essa trajetória foi construída e hoje já somamos mais de 20 eventos realizados nos últimos sete anos. Todos eles, voltados para a energia renovável e com foco muito grande na energia solar”, disse ele.

O profissional comentou também que os resultados obtidos durante o congresso mostram que o setor fotovoltaico nacional seguirá sendo um um dos principais propulsores do crescimento das fontes renováveis no país.

“Passamos por um ano, um tanto complicado por mudança de lei, por uma série de fatores que acabaram que mais negócios fossem feitos, empregos fossem gerados e é por isso que para compartilhar conhecimento, trazer informações relevantes vão ajudar o mercado a prosperar ainda mais nos seus negócios” analisou Fraga.

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