Tag - economia de energia

Energia solar pode gerar 3,6 milhões de empregos até 2030

O mercado de energia solar fotovoltaica pode criar até 3,6 milhões de empregos no Brasil nos próximos cinco anos, segundo o Grupo Studio, consultoria empresarial com atuação em áreas como energia, finanças e compliance.

Desde que a GD (geração distribuída) foi regulamentada no país, em 2012, mais de 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos já foram viabilizados com o avanço da fonte renovável.

Apenas entre janeiro e julho de 2025, a potência instalada em sistemas de GD cresceu 5,29 GW, de acordo com o último boletim da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), publicado em 14 de agosto.

No período, 513.321 novos sistemas entraram em operação, atendendo 928.480 unidades consumidoras, das quais 663.469 residenciais.Em agosto, o Brasil superou a marca de 60 GW de potência solar em operação.

O volume considera a soma de pequenos e médios sistemas de geração própria (42,05 GW) e das grandes usinas solares (17,95 GW). No acumulado do ano, já foram adicionados mais de 7 GW, já que em janeiro o país havia ultrapassado o patamar de 53 GW.

Mais do que reduzir a conta de luz, a energia solar impulsiona a economia nacional, com geração de empregos e renda, e se consolida como tecnologia estratégica para a transição energética.

Para empresas, investir em geração própria significa fortalecer a imagem institucional, reduzir riscos operacionais e ampliar a percepção positiva da marca entre clientes, investidores e parceiros – fatores cada vez mais relevantes em mercados competitivos.

“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia, mas de transformar um passivo em ativo estratégico. A energia solar permite que a empresa retome o controle sobre uma das suas maiores despesas operacionais, enquanto avança em compromissos com inovação e sustentabilidade. É uma virada de chave na gestão”, afirma Carlos Braga Monteiro, CEO da consultoria.

Leia mais...

Energia solar se torna principal fonte de eletricidade da Europa

Dados recém-divulgados pelo think tank Ember mostram que, em junho de 2025, a energia solar tornou-se a principal fonte de eletricidade na União Europeia.

O setor foi responsável por 22,1% da geração total, superando a energia nuclear (21,8%) e eólica (15,8%), graças ao acúmulo de instalações e condições meteorológicas mais ensolaradas

Mais de uma dúzia de países registraram recordes mensais de geração solar. A Holanda atingiu impressionantes 40,5%, seguida por Alemanha, Grécia e outros, refletindo tanto a expansão da capacidade instalada quanto uma onda de calor que elevou a demanda de eletricidade.

Enquanto isso, o uso de carvão despencou num mínimo histórico de 6,1% do mix elétrico da UE — uma queda significativa em comparação ao ano anterior (8,8%). Alemanha e Polônia, responsáveis por cerca de 79% da geração a carvão do bloco, também registraram mínimos nacionais para o mês.

A energia eólica também marcou novos picos, respondendo por 15,8% em junho, impulsionado por parques eólicos recém-comissionados revertendo um começo de ano com geração fraca.

Mesmo com o “boom” renovável, o uso de combustíveis fósseis na primeira metade de 2025 subiu 13% — puxado principalmente por um aumento de 19% na geração a gás — para compensar períodos de baixa produção eólica e hídrica.

A Ember aponta ainda que integrar armazenamento por baterias e melhorar a flexibilidade da rede são etapas essenciais para estender o uso de energia renovável ao longo do dia, especialmente nas pontas de demanda e reduzir ainda mais a dependência de combustíveis fósseis.

Leia mais...

BNDES aprova R$ 156 milhões para implantação de 16 usinas solares no Brasil

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou e contratou um financiamento de R$ 156 milhões para a GreenYellow implantar 16 usinas de energia solar em 13 cidades de nove estados das regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte do país.

O projeto entrou em operação no segundo semestre de 2024 e tem como objetivo ampliar a geração de energia limpa por meio da GD (geração distribuída), com os recursos sendo oriundos do Finem (R$ 126 milhões) e do Fundo Clima (R$ 30 milhões).

Ao todo, as usinas somam 31 MWAC de potência instalada e estão localizadas nos municípios de Matrinchã (GO), Costa Rica (MS), Canarana (MT), Américo de Campos (SP), Guaíba (RS), Venâncio Aires (RS), Santa Cruz do Sul (RS), Mondaí (SC), Alto Paraná (PR), Goianésia (GO), Itacoatiara (AM), Iranduba (AM) e Balsas (MA).

Segundo Marcelo Xavier, presidente da GreenYellow no Brasil, o projeto marca um avanço estratégico para a expansão da unidade de negócios de energia solar da companhia no país.

“Esse aporte, que tem impacto direto no setor de infraestrutura, está alinhado ao planejamento da empresa de utilizar sua ampla expertise para garantir ativos de alta qualidade e robustez na entrega”, afirmou o executivo.

Segundo o BNDES, o conjunto de usinas contribuirá para o avanço da infraestrutura energética nacional e reforçará o papel da minigeração distribuída na diversificação da matriz elétrica brasileira.

“Este projeto evitará a emissão de 844 mil toneladas CO2 equivalente ao longo dos 30 anos de vida útil (dos sistemas fotovoltaicos instalados)”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Leia mais...

Governo Federal nega possibilidade de novo aumento de imposto sobre painéis solares

O Governo Federal negou que haja qualquer movimentação de bastidores para elevar o imposto de importação aplicado sobre painéis solares e outros equipamentos correlacionados.

Em resposta a um questionamento do Canal Solar, o a secretaria executiva da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior) esclareceu que, desde 13 de novembro de 2024, está em vigor a Resolução Gecex nº 666 – que estabelece a alíquota de 25% para “células fotovoltaicas montadas em módulos ou painéis”.

No entanto, dentro de uma quota especial de importação no valor de US$ 1,014 bilhão, é aplicada a alíquota zero. Segundo a CAMEX, cerca de 98% dessa quota já foi utilizada, e o benefício fiscal segue vigente até 30 de junho de 2025.

O órgão também destacou que, no âmbito da CAMEX, não há qualquer estudo em andamento para aumentar a alíquota atualmente aplicada, desmentindo rumores recentes de possível alta no imposto de importação.

Além disso, a secretaria executiva lembrou que está em curso uma consulta pública, aberta entre os dias 8 de abril e 22 de maio de 2025, referente a um pedido da empresa Atlas Brasil Comercializadora de Energia S.A. para redução a 0% da alíquota atual no âmbito da LEBIT/BK (Lista de Exceções de Bens de Informática e Telecomunicações e de Bens de Capital).

O esclarecimento ocorre em meio a notícias que foram circuladas na Internet e que causaram preocupações do setor fotovoltaico com possíveis medidas protecionistas que pudessem impactar a cadeia de suprimentos de equipamentos importados.

Confira abaixo a nota enviada exclusivamente ao Canal Solar:

“A Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior – CAMEX recorda que, desde o dia 13 de novembro de 2024, data de entrada em vigência da Resolução Gecex nº 666, de 12 de novembro de 2024, a alíquota do Imposto de Importação aplicada a “Células fotovoltaicas montadas em módulos ou em painéis” é de 25%, exceto para uma quota de US$ 1.014.790.000 (FOB), das quais já foram consumidos 98% e que estará em vigor até 30 de junho de 2025. Ressalta-se que, para o limite intra-quota, foi concedida a alíquota do Imposto de Importação de 0%.

Importante destacar que, no âmbito da CAMEX, inexiste qualquer estudo no sentido de majorar a alíquota de 25% atualmente aplicada ao referido produto.

Também cumpre lembrar que se encontra em fase de manifestação pública, de 08/04/2025 a 22/5/2025, pleito da empresa Atlas Brasil Comercializadora de Energia S.A., para redução a 0% da alíquota do Imposto de Importação do produto em questão, no âmbito da Lista de Exceções de Bens de Informática e Telecomunicações e de Bens de Capital (LEBIT/BK)”.

Relembre

No fim de 2024, o Governo Federal aplicou um aumento do imposto de importação sobre painéis solares de 9,6% para 25% por meio da Resolução Gecex nº 666. A União alegou que a decisão foi tomada com o objetivo de valorizar a indústria nacional.

Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), a deliberação foi tomada em resposta ao pleito de duas empresas do setor de energia solar que pediram que houvesse a elevação da alíquota.

Leia mais...

Parceria integra soluções de armazenamento em projetos de design de interiores

A ION Smart Solution e a Galeria Herança Cultural anunciaram uma parceria estratégica para integrar soluções de armazenamento de energia em projetos sofisticados de design de interiores.

Durante um evento realizado em São Paulo no dia 15 de abril, as empresas apresentaram um conceito inovador de mobiliário inteligente com sistemas energéticos integrados.

O movimento visa unir inovação tecnológica e curadoria artística, oferecendo soluções que combinam eficácia energética, sustentabilidade, estética e conforto para clientes que buscam maior eficiência e segurança.

Segundo Sophia Cavalcanti, diretora geral da ION Smart Solution, a combinação de tecnologias vêm sendo impulsionadas pela queda nos custos de baterias e pela crescente demanda de soluções automatizadas.

“Os consumidores passaram a apostar na integração dessas novas tecnologias para tornar suas casas mais inteligentes, mais valorizadas, mais sustentáveis e mais seguras do ponto de vista do fornecimento de energia”, destacou.

A executiva ressaltou ainda que os consumidores de alto padrão consideram não apenas o retorno financeiro do investimento, mas também os benefícios indiretos, como a mitigação de riscos operacionais.

Segundo ela, os consumidores de alto padrão priorizam, além do retorno financeiro, a segurança e a garantia de funcionamento ininterrupto ao investir em tecnologias fotovoltaicas.

Leia mais...

ANEEL projeta reajuste médio de 3,5% nas tarifas de energia em 2025

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou nesta segunda-feira (7) a primeira edição do boletim InfoTarifa, com dados sobre a evolução das tarifas em 2024 e as projeções para o próximo ano. Segundo o documento, o reajuste médio estimado para 2025 é de 3,5%, abaixo das previsões do IGP-M (5,1%) e do IPCA (5,6%).

O percentual projetado reflete a combinação de diferentes componentes tarifárias, entre elas:

Queda de 2,0% na Parcela B, que engloba os custos gerenciáveis pelas distribuidoras e é influenciada por índices inflacionários;
Alta de 1,6% nos encargos setoriais, impulsionada pelo fim das contas Covid e Escassez Hídrica e pela previsão de aumento da CDE Uso;
Redução de 0,3% nos custos de transporte, com efeitos distintos conforme o período do reajuste: impactos negativos para distribuidoras com revisão no primeiro semestre e positivos para as do segundo;
Aumento de 1,3% na compra de energia, influenciado pela valorização do dólar, que encarece os contratos com Itaipu, e pela mudança no mix de aquisição das distribuidoras;
Queda de 2,7% nas componentes financeiras, resultado da reversão de diferimentos da RGE, CEEE e Copel, devolução de créditos de PIS/Cofins, e redução de encargos como a CDE Escassez e o CVA Encargos.

A Agência também chamou atenção para o orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) de 2025, atualmente em consulta pública (CP 38/2024). A proposta prevê gastos de R$ 40,6 bilhões, um aumento de 9,2% em relação a 2024.

Destacam-se o crescimento dos subsídios às fontes incentivadas, que subiram 27,4% (R$ 11 bilhões), e do Programa Luz para Todos, com aumento de 57,8% (R$ 3,95 bilhões).

Um dos gráficos apresentados no boletim mostra a evolução dos componentes tarifários nos últimos 15 anos. Enquanto a tarifa média cresceu abaixo do IGP-M e do IPCA, os encargos setoriais — criados por legislação — tiveram alta superior a 250% no período.

Já os custos com a distribuição seguem com crescimento mais controlado, refletindo medidas regulatórias da ANEEL para incentivar a eficiência das concessionárias.

Para o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, o InfoTarifa reforça o compromisso da agência com a previsibilidade e a transparência no setor elétrico. “A ideia é atualizar esse panorama trimestralmente, à medida que os reajustes das distribuidoras forem deliberados”, afirmou em nota. O boletim será atualizado trimestralmente.

Leia mais...

Pernambuco tem potencial de atrair R$ 6,6 bilhões para transformar lixo em energia

O estado de Pernambuco tem grande potencial para gerar energia a partir de resíduos sólidos urbanos, afirmou Yuri Schmitke, presidente da ABREN (Associação Brasileira de Energia de Resíduos).

A fala do executivo foi proferida durante sua participação na ExpoRenováveis 2025, realizada entre os dias 12 e 13 de março, no Cais do Sertão, em Recife (PE).

No painel sobre geração de energia a partir do lixo, Schmitke apresentou dados de um estudo da entidade que apontam que o estado nordestino tem capacidade para gerar 120 MW de potência instalada por meio de UREs (Usinas de Recuperação Energética).

Essas usinas utilizam lixo não reciclável para produzir eletricidade, com potencial para abastecer cerca de 610 mil residências.

Além disso, segundo o profissional, as UREs poderiam atrair investimentos na ordem de R$ 6,6 bilhões para Pernambuco, além da criação de mais de 7 mil postos de trabalho.

“Outro benefício dessas URE’s seria o custo evitado para a saúde pública e para o meio ambiente, com um valor que pode chegar a R$ 8,25 bilhões nos próximos 40 anos, que é o tempo de operação da usina”, disse ele.

Para a construção dessas usinas, Pernambuco possui três aterros sanitários que poderiam ser usados para a instalação das URE’s: a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) Candeias, a CTR Pernambuco e a CTR Caruaru, segundo a ABREN.

A ExpoRenováveis, promovida pela Aperenováveis (Associação Pernambucana de Energias Renováveis), reuniu especialistas, empresários, investidores, estudantes e gestores, além de 30 expositores.

O evento combinou palestras, congresso multidisciplinar, rodada de negócios e exposição de novas tecnologias, incluindo um espaço dedicado a veículos elétricos com test-drives.

Sobre a ABREN
A ABREN é uma entidade nacional sem fins lucrativos que representa empresas e fabricantes de equipamentos voltados para a recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos.

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do setor, a entidade promove pesquisas, estudos, eventos e atua na defesa de soluções legais e regulatórias para a gestão sustentável dos resíduos no Brasil.

Além disso, a associação integra o Global WtERT, uma instituição internacional de tecnologia e pesquisa com sede em Nova York, nos Estados Unidos.

Leia mais...

Setor solar supera projeções em um ano marcado por adversidades

Projeções divulgadas, em de­zembro do ano passado, pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) apontavam que o Brasil encerraria 2024 com uma capacidade instalada de energia solar de 45 GW.

Entretanto, ao longo do ano, o que se viu foi um setor que, mesmo com todas as dificuldades encontradas – como projetos reprovados por inversor de fluxo, dólar alto e elevação de impostos sobre equipamentos – obteve resultados acima do esperado.

De acordo com dados da entidade, o Brasil não só ultrapassou a marca projetada de 45 GW já em agosto, quatro meses antes do prazo estimado, como também já soma mais de 50 GW instalados.

Esses números consideram tanto os sistemas de geração própria instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos, quanto as grandes usinas.

Pela projeção divulgada inicialmente, seriam adicionados mais de 9,3 GW de potência instalada no país em 2024, um crescimento de quase 20% em relação aos 37,8 GW instalados até dezembro de 2023. Contudo, o crescimento foi ainda maior, com aproximadamente 13 GW adicionados.

Na oportunidade, a ABSOLAR também acreditava que o Brasil encerraria 2024 com 31 GW provenientes de sistemas de GD (geração distribuída) e 14 GW oriundos de usinas de GC (geração centralizada), totalizando assim os 45 GW.

Entretanto, os números, já na reta final do ano superaram essas projeções, atingindo mais de 34 GW em GD e 16 GW em GC.

Ao Canal Solar, Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, destacou que apesar de em 2024 ter apresentado números expressivos no papel, o ano foi marcado por um período desafiador para o mercado fotovoltaico.

O profissional destaca que foi um período com muitas dificuldades para a geração distribuída, especialmente em função de negativas de conexão das distribuidoras, por alegação de inversão de fluxo de potência.

“Esse problema prejudicou consumidores e integradores em diferentes regiões do Brasil, atrasando o crescimento da energia solar e levando ao fechamento de empresas e perda de empregos verdes cada vez mais importantes ao país”, disse ele.

Já na geração centralizada, os cortes de energia (curtailment ou constrained-off) prejudicaram a receita dos geradores, dificultaram o cumprimento de contratos e comprometeram investimentos em novas grandes usinas solares.

“A matriz elétrica nacional perdeu com isso, pois deixou de receber energia limpa e competitiva, que acabou desperdiçada por estes cortes”, ressaltou o executivo.,

Além disso, Koloszuk lembra que, no fim do ano, a elevação do imposto de importação sobre módulos fotovoltaicos e o cancelamento de parte das cotas isentas de imposto de importação já estabelecidas pelo Governo Federal trouxe mais um obstáculo ao setor.

“Portanto, embora os números do ano sejam positivos e demonstram um protagonismo robusto da fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira, é importante destacar que o setor enfrentou uma série de desafios e barreiras, que exigiram muita resiliência e adaptação das empresas e dos profissionais.

Leia mais...