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Brasil ultrapassa 3 milhões de sistemas fotovoltaicos residenciais e 42 GW na GD solar

O Brasil atingiu a marca de três milhões de sistemas residenciais de energia solar, segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Essas instalações somam 20,8 GW de potência e mais de quatro milhões de UCS (unidades consumidoras) beneficiadas.

O avanço foi rápido: a marca foi alcançada um ano e quatro meses após o segmento atingir 2 milhões de sistemas, em abril de 2024, e menos de três anos depois do primeiro milhão, registrado em setembro de 2022.

De acordo com a ANEEL, o estado de São Paulo lidera em número de residências com geração própria de energia solar, com 614 mil sistemas instalados. Em seguida estão Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, todos com mais de 200 mil conexões.

Dez estados com maior número de sistemas residenciais de energia solar:

-São Paulo: 614 mil;
-Minas Gerais: 338 mil;
-Rio Grande do Sul: 371 mil;
-Paraná: 285 mil;
-Bahia: 247 mil;
-Mato Grosso: 201 mil;
-Rio de Janeiro: 167 mil;
-Goiás: 160 mil;
-Mato Grosso do Sul: 150 mil;
-Santa Catarina: 149 mil

Geração distribuída atinge 42 GW
Paralelamente, a GD solar nacional chegou a 42 GW de potência instalada, totalizando 3,7 milhões de sistemas que beneficiam 6,5 milhões de consumidores — a maioria deles residenciais.

As demais classes de consumo também apresentam números expressivos:

-Comercial: 373 mil sistemas, 1,66 milhão de consumidores e 11,94 GW de potência.
-Rural: 325 mil sistemas, 718 mil consumidores e 5,63 GW.
-Industrial: 51 mil sistemas, 120 mil consumidores e 3,05 GW.
-Setor público: 10,9 mil sistemas, 19,2 mil consumidores e 0,5 GW.

Sistemas menores
O primeiro semestre de 2025 no Brasil foi marcado pelo aumento no número de instalações de microgeração solar com até 10 kWp — faixa mais comum em residências e pequenos imóveis, segundo um levantamento divulgado pela Solfácil, com base em dados da ANEEL.

Entre janeiro e junho, foram conectados 419 mil novos sistemas de GD solar à rede elétrica. Deste total, 86% estão abaixo de 10 kWp de potência. A maior parte das instalações do ano envolveram sistemas entre 3 e 6 kWp.

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Consumo rural na geração distribuída cresce 60% em dois anos no Brasil

Dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), sistematizados pela ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída), mostram que a classe de consumo rural na GD (Geração Distribuída) cresceu cerca de 60% entre junho de 2023 e junho de 2025, passando de 3,5 GW para 5,6 GW de potência instalada.

Segundo a associação, o setor rural já representa 13% de toda a capacidade de GD instalada no Brasil, que atualmente supera os 42 GW. A GD está presente em 5.559 dos 5.570 municípios e tem se consolidado como uma estratégia energética fundamental para o campo brasileiro.

Para Carlos Evangelista, presidente da ABGD, a energia deixou de ser apenas um custo operacional no campo e passou a desempenhar um papel mais estratégico.

“A GD tem papel estratégico na diversificação da matriz energética. Permite reduzir emissões, amplia o acesso à energia em regiões distantes e garante maior previsibilidade no fornecimento, sem depender de combustíveis fósseis ou da oscilação hídrica”, apontou.

Segundo Evangelista, a GD tem sido decisiva para garantir autonomia energética e viabilidade econômica a propriedades que antes estavam marginalizadas da rede tradicional.

Além do impacto econômico, a expansão da GD no meio rural está alinhada às exigências internacionais por práticas sustentáveis e critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

Uma das apostas do setor para o próximo ciclo de crescimento da GD rural é a inclusão de sistemas de armazenamento de energia.

Ao permitir que os produtores guardem o excedente gerado durante o dia para uso em períodos de maior demanda ou baixa produção, como à noite ou em dias nublados, o armazenamento garante maior autonomia, estabilidade e resiliência energética.

“Em algumas regiões do país, o armazenamento já é economicamente viável, demonstrando seu potencial de expansão imediata. Com baterias integradas, os produtores podem armazenar o excedente de energia gerado durante o dia e utilizá-lo em períodos de baixa produção ou maior demanda, como à noite ou em dias nublados.

“Isso reduz a dependência da rede elétrica, garante maior estabilidade no fornecimento e amplia a autonomia das propriedades, especialmente em áreas remotas. Além disso, o armazenamento contribui para a resiliência do sistema energético como um todo, minimizando os efeitos de oscilações e interrupções no fornecimento convencional”, ressaltou o presidente da ABGD.

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Geração solar cresce 28,9% em abril, aponta CCEE

A geração de energia solar registrou um crescimento de 28,9% em abril, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) no boletim InfoMercado.

A produção média da fonte fotovoltaica chegou a 4.100 MW, reforçando a tendência de expansão das fontes renováveis no Brasil.

Enquanto isso, a geração hidrelétrica continua sendo impactada pelas medidas de preservação dos reservatórios adotadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

As usinas hídricas produziram 51.896 MW médios no mês, uma queda de 8,2% na comparação anual.

Também se destacaram as fontes eólica e térmica. A energia dos ventos alcançou 10.310 MW médios, alta de 23,1%, enquanto as usinas térmicas geraram 7.949 MW médios, um avanço de 9% em relação a abril do ano passado.

Já os autoprodutores de energia registraram 1.478 MW médios, com crescimento anual de 21,6%.

Consumo de energia tem retração em abril

Apesar do bom desempenho de algumas fontes, o consumo nacional de energia elétrica apresentou queda de 2,2% no mês de abril, totalizando 75.515 MW médios, de acordo com dados preliminares da CCEE. O mercado cativo recuou 2,8%, enquanto o mercado livre teve uma redução de 1,3%.

Cinco estados registraram aumento no consumo: Maranhão (15,0%), Pará (7,7%), Acre (5,8%), Piauí (3,7%) e Ceará (3,4%). Por outro lado, as maiores quedas foram observadas em Mato Grosso do Sul (-12,8%), Amapá (-9,9%), Rondônia (-7,3%), Paraná (-6,4%) e Mato Grosso (-5,6%).

Entre os setores econômicos, o destaque positivo foi para o saneamento (5,0%) e a extração de minerais metálicos (13,5%). Já os segmentos de comércio (-12,8%), transportes (-7,9%) e manufaturados diversos (-7,3%) registraram as maiores retrações no consumo.

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BNDES aprova R$ 156 milhões para implantação de 16 usinas solares no Brasil

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou e contratou um financiamento de R$ 156 milhões para a GreenYellow implantar 16 usinas de energia solar em 13 cidades de nove estados das regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte do país.

O projeto entrou em operação no segundo semestre de 2024 e tem como objetivo ampliar a geração de energia limpa por meio da GD (geração distribuída), com os recursos sendo oriundos do Finem (R$ 126 milhões) e do Fundo Clima (R$ 30 milhões).

Ao todo, as usinas somam 31 MWAC de potência instalada e estão localizadas nos municípios de Matrinchã (GO), Costa Rica (MS), Canarana (MT), Américo de Campos (SP), Guaíba (RS), Venâncio Aires (RS), Santa Cruz do Sul (RS), Mondaí (SC), Alto Paraná (PR), Goianésia (GO), Itacoatiara (AM), Iranduba (AM) e Balsas (MA).

Segundo Marcelo Xavier, presidente da GreenYellow no Brasil, o projeto marca um avanço estratégico para a expansão da unidade de negócios de energia solar da companhia no país.

“Esse aporte, que tem impacto direto no setor de infraestrutura, está alinhado ao planejamento da empresa de utilizar sua ampla expertise para garantir ativos de alta qualidade e robustez na entrega”, afirmou o executivo.

Segundo o BNDES, o conjunto de usinas contribuirá para o avanço da infraestrutura energética nacional e reforçará o papel da minigeração distribuída na diversificação da matriz elétrica brasileira.

“Este projeto evitará a emissão de 844 mil toneladas CO2 equivalente ao longo dos 30 anos de vida útil (dos sistemas fotovoltaicos instalados)”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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Governo Federal nega possibilidade de novo aumento de imposto sobre painéis solares

O Governo Federal negou que haja qualquer movimentação de bastidores para elevar o imposto de importação aplicado sobre painéis solares e outros equipamentos correlacionados.

Em resposta a um questionamento do Canal Solar, o a secretaria executiva da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior) esclareceu que, desde 13 de novembro de 2024, está em vigor a Resolução Gecex nº 666 – que estabelece a alíquota de 25% para “células fotovoltaicas montadas em módulos ou painéis”.

No entanto, dentro de uma quota especial de importação no valor de US$ 1,014 bilhão, é aplicada a alíquota zero. Segundo a CAMEX, cerca de 98% dessa quota já foi utilizada, e o benefício fiscal segue vigente até 30 de junho de 2025.

O órgão também destacou que, no âmbito da CAMEX, não há qualquer estudo em andamento para aumentar a alíquota atualmente aplicada, desmentindo rumores recentes de possível alta no imposto de importação.

Além disso, a secretaria executiva lembrou que está em curso uma consulta pública, aberta entre os dias 8 de abril e 22 de maio de 2025, referente a um pedido da empresa Atlas Brasil Comercializadora de Energia S.A. para redução a 0% da alíquota atual no âmbito da LEBIT/BK (Lista de Exceções de Bens de Informática e Telecomunicações e de Bens de Capital).

O esclarecimento ocorre em meio a notícias que foram circuladas na Internet e que causaram preocupações do setor fotovoltaico com possíveis medidas protecionistas que pudessem impactar a cadeia de suprimentos de equipamentos importados.

Confira abaixo a nota enviada exclusivamente ao Canal Solar:

“A Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior – CAMEX recorda que, desde o dia 13 de novembro de 2024, data de entrada em vigência da Resolução Gecex nº 666, de 12 de novembro de 2024, a alíquota do Imposto de Importação aplicada a “Células fotovoltaicas montadas em módulos ou em painéis” é de 25%, exceto para uma quota de US$ 1.014.790.000 (FOB), das quais já foram consumidos 98% e que estará em vigor até 30 de junho de 2025. Ressalta-se que, para o limite intra-quota, foi concedida a alíquota do Imposto de Importação de 0%.

Importante destacar que, no âmbito da CAMEX, inexiste qualquer estudo no sentido de majorar a alíquota de 25% atualmente aplicada ao referido produto.

Também cumpre lembrar que se encontra em fase de manifestação pública, de 08/04/2025 a 22/5/2025, pleito da empresa Atlas Brasil Comercializadora de Energia S.A., para redução a 0% da alíquota do Imposto de Importação do produto em questão, no âmbito da Lista de Exceções de Bens de Informática e Telecomunicações e de Bens de Capital (LEBIT/BK)”.

Relembre

No fim de 2024, o Governo Federal aplicou um aumento do imposto de importação sobre painéis solares de 9,6% para 25% por meio da Resolução Gecex nº 666. A União alegou que a decisão foi tomada com o objetivo de valorizar a indústria nacional.

Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), a deliberação foi tomada em resposta ao pleito de duas empresas do setor de energia solar que pediram que houvesse a elevação da alíquota.

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Mercado de baterias avança nos EUA e aponta tendências para o Brasil

“O futuro são as baterias. Eu não tenho mais dúvida. Lá fora, a gente já opera quase 100% em bateria e, ocasionalmente, vende energia solar”, essa é a análise de Eduardo Nicol, CEO da RENEW Energia e CFO da SUN-I Solar Energy USA.

Em países como os Estados Unidos, o armazenamento de energia é o foco dos integradores e consumidores, realidade que pode ser explorada no Brasil.

–Brasil x EUA no mercado

De acordo com o especialista, a maior atuação no mercado americano é retrofit e upsell, ou seja, implementar melhorias em unidades consumidoras que já têm energia solar. “O principal é a implementação de baterias. Eu diria que nosso foco nos EUA hoje não é vender solar, mas vender soluções de energia”, explicou.

–Soluções híbridas com baterias

Conforme ele, o principal é o integrador entender o que é um sistema híbrido, porque a maioria esmagadora ainda não entende e pensa que híbrido é só backup. “Serve para muito mais, o backup é só cerejinha do bolo”.

O profissional explica que é possível usar baterias para armazenar energia durante o horário fora ponta e utilizar em períodos do dia onde a tarifa é mais alta. A partir disso, podem ser reduzidos os custos operacionais, os encargos tributários previstos na lei 14.300 e impactos da inversão de fluxo.

“Estamos falando de uma energia que custa às vezes duas, três vezes mais caro do que o horário fora ponta. Então, essa aplicação de arbitragem tarifária é uma aplicação que muita gente ainda desconhece do híbrido”, relatou.

“Em São Paulo, se uma sorveteria ficar uma semana sem luz, são milhares de reais de prejuízo. Você perde de sorvete por não ter uma bateria instalada no seu negócio”, exemplificou Nicol.

“Uma solução de armazenamento pode ser caro para mim ou para você, mas será que é caro para quem tem uma casa de 20 milhões? Não é. Você tem que analisar a dor e a capacidade do seu cliente. Não analise a venda que você vai fazer pelo seu bolso”, complementou.

–Amadurecimento do cenário brasileiro

Eduardo Nicol reforça que existem várias formas de ganhar dinheiro com baterias que ainda nem chegaram ao Brasil, como os serviços ancilares de qualidade, de tensão e frequência.

Mas por outro lado, a geração compartilhada de energia nos Estados Unidos é embrionária. “Só agora estão começando a surgir comunidades onde você consegue, de forma integrada com a distribuidora, fazer essa distribuição de energia de créditos. Então, eu diria que, nesse ponto, o Brasil tem um modelo de negócio bem à frente deles”, destacou.

Apesar disso, o profissional frisou a necessidade de capacitação para atuar no mercado brasileiro, um ponto que ainda precisa de atenção, já que certificações não são exigidas para atuar.

“Nos Estados Unidos, se você trabalhar sem licença, você é preso. Lá a empresa é obrigada a ter uma gama de seguros obrigatórios, então é um outro mercado com outro nível de exigência”, acrescentou.

–Inteligência artificial

Para Nicol, a IA (inteligência artificial) tem múltiplas aplicações na área de energia solar. “No comercial, por exemplo, são processos de vendas repetitivos e com uma base de dados. Hoje, isso é totalmente substituível pela IA”, afirmou.

“Além disso, a IA pode se interconectar com o sistema de monitoramento, absorver a base de dados e fazer comparações para inferir de um determinado equipamento ou composto que está se degradando. Para visualizar isso a olho nu, não tem jeito. Não é a inteligência artificial que vai roubar seu emprego, é não saber usar ela que vai” concluiu.

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Energia solar ultrapassa 55 GW e chega a 5 milhões de UCs no Brasil

A energia solar acaba de atingir a marca de 55 GW de potência instalada no Brasil, segundo balanço divulgado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), sendo 37,4 GW na geração distribuída e 17,6 GW na geração centralizada.

O crescimento do setor também se reflete no número de consumidores atendidos: quase simultaneamente à nova marca, a fonte solar passou a abastecer cinco milhões de UCs (unidades consumidoras) em todo o território nacional.

Atualmente, a energia solar já representa 22,2% de toda a capacidade instalada da matriz elétrica nacional, sendo a segunda maior fonte. A tecnologia perde apenas para as usinas hídricas, que detém mais de 40% do volume total.

Ao todo, a fonte solar já evitou a emissão de 66,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono. O setor também foi responsável por atrair mais de R$ 251,1 bilhões em novos investimentos, gerar mais de 1,6 milhão de empregos e arrecadar cerca de R$ 78 bilhões aos cofres públicos.

–Desafios
Apesar do relevante crescimento da última década, a ABSOLAR afirma que o setor tem enfrentado grandes desafios que “prejudicam a aceleração da transição energética sustentável no país”.

Entre os principais gargalos identificados, estão a falta de ressarcimento aos empreendedores pelos cortes de geração renovável e os obstáculos de conexão de pequenos sistemas de geração própria solar, sob a alegação de inversão de fluxo de potência.

“Se não fossem esses entraves, o setor poderia contribuir ainda mais na sustentabilidade e atender um volume maior de consumidores, de todos os perfis, que buscam economia, independência e autonomia. No caso das grandes usinas solares, a ausência de ressarcimento pelas regras da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) para os cortes de geração traz insegurança jurídica e maior percepção de risco”, destacou a associação.

Para isso, a ABSOLAR chama a atenção do mercado para a necessidade de aprovação do Projeto de Lei nº 624/2023, que institui o REBE (Programa Renda Básica Energética).

“Além de beneficiar famílias em condição de pobreza energética, este projeto atualiza a Lei nº 14.300/2022, corrigindo restrições de conexão às redes de distribuição, que atualmente inviabilizam milhares de sistemas de geração distribuída solar e prejudicam o direito do consumidor de investir em seu sistema de geração própria solar”, afirmou Rodrigo Sauaia, CEO da entidade.

–Oportunidades
Apesar dos desafios, a ABSOLAR destacou que a participação da geração própria solar ainda é pequena, de cerca de 5%, frente às 93,9 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica no mercado cativo brasileiro, o que contribui para um ambiente favorável para investimentos.

“Com a queda de mais de 50% no preço dos painéis solares nos últimos dois anos, vivemos o melhor momento para se investir em sistemas fotovoltaicos em residências, empresas e propriedades rurais. E ainda há um enorme potencial de crescimento do uso da tecnologia fotovoltaica”, disse Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da associação.

De acordo com Sauaia, a energia solar ajuda a reduzir o uso da infraestrutura de transmissão, alivia a pressão sobre a operação e diminui as perdas em longas distâncias, o que contribui para a confiabilidade e a segurança em momentos críticos como verificado neste início de ano, de calor elevado e alta demanda por energia elétrica no Brasil.

“O avanço da energia solar também amplia o protagonismo do Brasil na geopolítica da transição energética global, sendo uma das fontes mais competitivas e a mais democrática. E contribui fortemente para o desenvolvimento social, econômico e ambiental, em todas as esferas da sociedade”, acrescentou o executivo.

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Cemig SIM expandirá energia solar por assinatura para fora de Minas Gerais

A Cemig SIM planeja expandir sua atuação no setor de GD (geração distribuída) para além de Minas Gerais, seu estado de origem, e está avaliando a oferta de energia solar “por assinatura” para cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A informação foi divulgada por Iuri Mendonça, diretor-presidente da subsidiária da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) focada no segmento, em entrevista à Agência Reuters.

Segundo o executivo, a expectativa é de que os primeiros projetos entrem em operação ainda este ano, somando 40 MWp de potência instalada.

Embora a Cemig SIM tenha concentrado sua estratégia de crescimento em Minas Gerais nos últimos anos, Mendonça destacou que a expansão da GD seguirá a mesma lógica do Mercado Livre de Energia, onde a empresa já possui presença em outras regiões do país.

“A gente vai dar o nosso primeiro passo para regiões onde tem maior conhecimento da marca e relacionamento com o mercado, especialmente na parte de média e alta tensão, (que fazem parte) do Mercado Livre”, disse o executivo à Agência Reuters.

Plano de investimento da Cemig SIM
A expansão prometida está alinhada com o plano de investimentos da Cemig SIM, que prevê R$ 3,5 bilhões em aportes entre 2019 e 2029. Até o momento, cerca de R$ 1,2 bilhão já foi investido.

Atualmente, a empresa conta com 300 MWp de capacidade instalada em usinas solares operacionais. Segundo Mendonça, o objetivo é alcançar 1 GWp até 2029.

O executivo também disse à Reuters que o modelo de negócios para expansão já foi testado em 79 municípios de Minas Gerais onde a Cemig não é a distribuidora local.

Ainda segundo a Agência, nos últimos anos, a Cemig SIM se tornou líder no segmento de energia solar “por assinatura” no estado de Minas de Gerais.

Com informações da Agência Reuters.

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