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Conta de luz deverá ter aumento médio acima da inflação em 2024

A conta de luz dos consumidores brasileiros deverá ficar mais cara a partir do ano que vem, com um aumento médio em todo o país de 6,58% e podendo chegar a 10,41%, segundo previsão da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia).

Trata-se de uma elevação que, se confirmada, ficará acima da inflação prevista para este ano, que é de 4,53%, e também do ano de 2024, de 3,91%, segundo projeções do Banco Central.

Os cálculos levaram em consideração os custos das distribuidoras com encargos. As maiores elevações no valor da tarifa de energia elétrica deverão afetar os moradores que vivem sob a área de concessão das distribuidoras Equatorial Goiás e Alagoas; além da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).

Na concessionária goiana, a elevação pode passar dos 20% em 2024, enquanto que em Minas Gerais e Alagoas, os reajustes podem superar a barreira dos 15% e dos 10% de aumento, respectivamente.

Atualmente, os consumidores brasileiros são os que sentem o maior peso da conta de luz em seus orçamentos na comparação com outros 33 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), segundo a Abrace.

Isso quer dizer que, considerando o PIB per capita, o impacto do gasto com energia pesa mais para os brasileiros do que para os consumidores de outros países, como Estados Unidos, Espanha e Canadá. Em geral, um quarto do que uma família gasta por mês no Brasil é com energia.

Além do Brasil, completam a lista dos dez países em que a conta de luz mais atrapalha a vida dos consumidores: a República Tcheca; a Grécia; a Espanha; a Costa Rica; a Itália; o Chile; a Letônia; a Eslováquia e Portugal.

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54 milhões de consumidores tiveram reajuste na conta de luz em 2023

Os reajustes e as revisões tarifárias aprovadas em 2023 pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) junto a sete distribuidoras de energia já elevaram o valor da conta de luz para 54 milhões de brasileiros nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

De janeiro até agora, a Agência autorizou as concessionárias CPFL Paulista e Santa Cruz; Enel-RJ; Cemig; Light; e Energisa-MT e Energisa-MS a atualizarem as suas tarifas de energia elétrica. Os valores variam de 4,89% até 10%, conforme apuração realizada pelo Canal Solar.

Mesmo com a elevação, parte dos consumidores têm conseguido minimizar os impactos com o uso de sistemas de energia solar. Atualmente, são pouco mais de 700 mil conexões fotovoltaicas em operação nas áreas de concessão das sete distribuidoras.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 45 concessionárias de energia, o que significa que, ao longo do ano, outros milhões de consumidores também terão o valor de suas tarifas reajustadas. A ANEEL já tem perspectivas de aprovar, em breve, o reajuste e as revisões de outras seis distribuidoras: Enel-SP; RGE Sul; Coelba; Cosern; Enel-CE e Energisa-SE.

Conta de luz nas alturas

Em março deste ano, um levantamento divulgado pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) revelou que no acumulado dos últimos oito anos (entre 2015 e 2022) a conta de luz dos consumidores residenciais brasileiros teve alta de mais de 70%.

Trata-se de um patamar mais elevado que a evolução do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial do Brasil, que foi de 58% no período, e do Mercado Livre de energia, onde os preços reduziram em 9%.

Para 2023, a ANEEL estima que a tarifa subirá, em média, 5,6%, mas que em alguns estados o aumento vai superar a barreira dos 14%. Vale lembrar que as tarifas de energia são reajustadas anualmente pela Agência, de acordo com o “aniversário” do contrato de cada concessionária.

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Thymos aponta reajustes médios de 5,96% nas tarifas em 2023

A Thymos Energia estima reajustes médios de 5,96% nas contas de luz em 2023. A média de aumentos será bem menor em relação ao ano passado, quando ficou em 11,35%, em função do cenário de abundância hídrica, redução do índice da inflação e a não previsão de maior desvalorização cambial. “Apesar de alguns fatores pressionarem as tarifas, temos vários outros que trazem alívio, e a combinação de todos esses componentes resultou numa média mais razoável para o bolso do consumidor”, comenta o presidente da consultoria, João Carlos Mello.

Nas premissas levadas em conta para o cálculo estão fatores que vêm pressionando as tarifas ao longo dos últimos anos estão os pagamentos ainda em curso da chamada Conta Covid e de custos de geração extra de eletricidade durante a escassez hídrica de 2021, que será cobrado por meio da CDE Escassez Hídrica, encargo mensal inserido no cálculo das tarifas de energia elétrica em um período de 54 meses, a partir dos processos tarifários de 2023, definido pela Aneel.

Apesar do consumidor ainda pagar essas parcelas, as boas condições hidrológicas atuais e a redução dos índices de inflação ajudaram a segurar os índices de reajuste. Outro fator é a não previsão de uma maior desvalorização cambial, já que a energia gerada em Itaipu é cobrada nesta moeda, por se tratar de uma usina binacional. Além disso, a taxa de repasse de Itaipu para 2023 teve uma redução de 33% se comparada ao ano anterior devido ao fim do custo do financiamento da hidroelétrica.

Os aportes que a CDE vai receber da privatização da Eletrobras e os créditos tributários concedidos a algumas distribuidoras também trazem para baixo o índice deste ano. Mello ressalta que os créditos tributários, concedidos pela Lei 14.385/2022, podem provocar um alívio médio de 6,53%.

Apesar do otimismo, Mello avalia que algumas distribuidoras podem chegar a aplicar dois dígitos de acréscimo, devido a questões específicas como revisões tarifárias que ocorrem de quatro em quatro anos e restituição de medidas de desoneração utilizadas para conter os reajustes nos anos anteriores.

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Tarifas da Cemig podem ter aumento médio de 10,03%

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) abrirá uma consulta pública para discutir a revisão tarifária da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), que prevê um aumento médio de 10,03% a ser recebido pelos consumidores.

As contribuições poderão ser enviadas por e-mail entre os dias 1 de março e 14 de abril, com sessão pública e presencial prevista para 17 de março, em Minas Gerais.

Consumidores de alta tensão podem ter aumento médio de 5,25% em sua tarifa, enquanto os de baixa tensão uma alta média de 12,52% a partir de 28 de maio. Para os consumidores residenciais, especificamente, o efeito a ser percebido é de 11,98%.

Segundo cálculos da ANEEL, considerando a energia injetada, a estimativa de perdas técnicas na distribuição é de 7,83%. Para as perdas comerciais, calculadas sobre o mercado faturado de baixa tensão, propõe-se uma trajetória de redução, a iniciar com 6,99%.

O processo também estabelecerá os correspondentes limites dos indicadores de qualidade de DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) da empresa, para o período de 2024 a 2028. A redução média anual proposta é de 2,22% no DEC e de 3,89% no FEC.

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ANEEL reajusta valor das bandeiras tarifárias em até 64%

Novos valores entram em vigor a partir de 1º de julho e serão válidos para o período 2022-2023.

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (21) um novo reajuste nos valores das bandeiras tarifárias. A maior alta foi no valor na bandeira vermelha patamar 1 (63,7%).

A bandeira amarela vai subir 59,5%, e a vermelha patamar 2 aumentará 3,2%. A bandeira verde é a única que não sofreu reajuste e seguirá sem a cobrança extra. Os novos valores entram em vigor a partir do dia 1º de julho e serão válidos até meados de 2023.

Os valores aprovados ficaram acima dos que foram colocados inicialmente em consulta pública. Segundo a Agência, a alteração foi necessária para inclusão de alguns parâmetros no cálculo dos valores.
Confira como ficam os novos valores:

•Bandeira Verde: segue sem a cobrança do custo adicional;
•Bandeira Amarela: valor sobe de R$ 1,874 para R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos (+ 59,5%);
•Bandeira Vermelha 1: valor sobe de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada 100 kWh consumidos (+ 63,7%);
•Bandeira Vermelha 2: valor sobe de R$ 9,492 para R$ 9,795 a cada 100 kWh consumidos (+3,2%).

A revisão dos valores das bandeiras acontece anualmente, normalmente na metade do ano. Vale lembrar que a bandeira “escassez hídrica” foi extinta em maio deste ano. A modalidade foi criada para entrar em operação de maneira excepcional entre os meses de setembro de 2021 e abril de 2022 com forma de minimizar os impactos da crise hídrica no país.

Desde que a bandeira de escassez hídrica foi extinta, o país está sob efeito da vigência da bandeira verde, que, segundo a Aneel, deve continuar vigorando até o fim do ano em razão da boa recuperação do nível dos reservatórios brasileiros. A Agência, contudo, não descarta aplicar a cobrança da tarifa extra a partir de 2023.

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